sábado, 2 de março de 2019

Dos sonhos - Luis Fernando Verissimo

Conheceram-se na queima de fogos em Copacabana, no fim de 2017. Começaram a conversar ali mesmo, na areia da praia, e só pararam quando acabaram os fogos. Ele pediu o endereço dela e ela – já se afastando, puxada pela mãe impaciente – gritou “é longe!”
E ele: “Onde?”. E ela: “No interior. Longe!”. Ele: 
– Ano que vem! Aqui mesmo! Quinze pra meia-noite!” 
E ela: 
– Tá!
*
Claro que ela não ia se lembrar. Mas se lembrou! Fogos de 2018 em Copacabana e lá estava ela, 15 para a meia-noite, no mesmo lugar, mais linda do que um ano antes, com a mesma mãe atenta.
– Oi.
– Oi.
– Pensei que você tivesse... 
– Esquecido? Passei o ano inteiro pensando neste encontro.
– Eu também!
E quando viram estavam de mãos dadas. Seria possível que ele tinha encontrado a mulher da sua vida, daquele jeito, por acaso, na rua, numa noite de Ano Bom? Essas coisas não acontecem, pensou ele.
– Como foi o seu ano?
– Legal.
– Fora o Temer, né?
– Quem?
*
O ano dele também tinha sido legal. Viajara bastante. Estivera em Nova York e visitara o local das torres gêmeas.
– Torres?
– As torres do World Trade Center, que vieram abaixo. Os atentados.
– Eu não fiquei sabendo. 
Foi quando ele pensou: era bom demais para ser verdade. Não era a mulher dos seus sonhos. Paciência. À meia-noite se abraçaram, não se beijaram porque a mãe estava de olho, mas ele já sabia que não ia dar certo. Não tinha nada contra a moça ser do interior. Mas não tão do interior assim. 
*
– E o que você está achando do Bolsonaro?
– Em que novela?
Pronto, pensou ele. Fim das ilusões. Mas espera um pouquinho! Uma mulher completamente desinformada. Uma mulher sem opinião, que não estaria sempre pedindo a dele... Uma mulher ideal.
E linda. Ainda mais com o rosto iluminado pelos fogos de artifício de Copacabana. 

O barulho democrático - Leandro Karnal

Existir é opinar. Tenho considerações sobre culinária ao comer, sobre moda ao vestir, sobre política ao votar e sobre planejamento econômico ao negar dinheiro a um filho. A opinião (doxa para os gregos) envolve minha experiência real, meus gostos subjetivos, minha razão e minha passionalidade. Raramente, minhas opiniões são embasadas em muita reflexão ou em dados. Todos nós dialogamos com o mundo do senso comum e da subjetividade. Argumentos objetivos e verificáveis existem, mas escasseiam nas discussões diárias. Em casos ainda mais raros, temos uma formação profissional/acadêmica sólida que envolveu reflexão prévia e pesquisas anteriores sobre o que falamos. Falamos mais do que pensamos. 
Hoje há uma tripla força para que as opiniões subjetivas e pessoais ganhem destaque. A primeira linha é o estado democrático de direito, vigente há mais de 30 anos no Brasil. Liberdade de expressão é garantida pela Constituição. A segunda força é o crescimento do sujeito como definidor de uma realidade que deve ser respeitada por causa da vontade. “Por que essa profissão? Por que fez tal escolha de casamento?” A resposta que encerra tudo é “porque eu gosto”. O declínio do dever ou da norma e a ascensão do desejo como instaurador de validade são recentes e mereceriam muita análise. A terceira e última força se chama rede social. Não apenas eu tenho o direito, eu também penso assim e, por fim, posso publicar para milhões a minha infinita subjetividade. Estamos no apogeu da doxa como o grande critério da comunicação.
Hoje em dia, qualquer pessoa pode (e fala/escreve) sobre tudo. Vivemos o império da opinião. Os jornais e outras mídias mais tradicionais, para sobreviverem, têm de se abrir ao outrora passivo leitor/espectador. Como funciona atualmente? Você lê uma notícia ou uma coluna e, logo abaixo, os comentários dos leitores! Muitas vezes, temos mais opiniões sobre a notícia do que texto na notícia. Todos querem falar o que pensam. Não raro, há debates entre os leitores, que se esgrimam por suas opiniões. No rádio não é diferente; tampouco na TV. No mais das vezes, se não moderados, são lugares de ofensas, de anonimato, de violência, de lugares-comuns. Isso levou Umberto Eco a emitir sua antipática (e verdadeira?) sentença de que a internet (e principalmente as redes sociais) deu a certeza ao idiota da aldeia de que ele não apenas tem voz; concedeu-lhe a certeza de que tudo sabe; de que sua opinião é a melhor, a mais correta. 
Vejamos mais de perto o problema. Alguns antigos atenienses consideravam a opinião como algo ruim, todavia possível. Para eles, opinar era apenas expressar uma crença irrefletida, uma lógica de senso comum incapaz de ser boa por não conter, em si, nenhum quinhão de reflexão: não se pensava na validade do que se falava nem nas premissas do que se dizia, tampouco nos meios pelos quais e para os quais se opinava. Se lermos trechos pequenos do Banquete de Platão, veremos Sócrates demonstrar isso perguntando a opinião de soldados e outros sobre as coisas mais banais, para então, por meio de sua maiêutica, solapar as minicertezas que saíam seguras das bocas de seus interlocutores. Aristófanes, o comediógrafo, achincalhou Sócrates, sofistas, juízes, políticos e tantos outros em suas peças, pois, para ele, apenas emitiam opiniões e isso contribuía para o solapamento da democracia e o fortalecimento da demagogia.
O poder da persuasão, daquele que manipula com sua opinião, talvez seja o mote da peça As Aves, em que uma utopia é revertida numa tirania apenas pelo convencimento. A tradição do teatro manteve viva a crítica à opinião e, milênios depois de Aristófanes, Molière ironizava as opiniões rasas de um ex-comerciante enobrecido em O Burguês Fidalgo. Em resumo: há uma linha (tênue, entretanto há) entre Aristófanes, Molière e Eco, uma espécie de satanização do idiota que fala. Por trás disso, há a noção de que aquele que é fechado em si mesmo (o idiota na raiz da palavra) seja o avesso do que realmente precisa a arena pública. Se a democracia for entendida como o espaço em que apenas os que realmente estão dispostos ou são capazes de pensar o espaço público sejam chamados à Assembleia (Pnyx), eles estão corretos.
Por outro lado, se uma característica da democracia é a mais absoluta liberdade de expressão, eles são apenas conservadores rancorosos. Pois qual seria a alternativa a dar voz aos idiotas? A censura prévia, a ditadura? Nos críticos há um suspiro aristocratizante, mas também um ponto nevrálgico. Questão complexa: quem pode dar opinião? Quem está realmente disposto a ouvir uma opinião e ponderar a partir dela? Quem definiria o que é idiota do que é sábio?
A solução é complexa e passa por diversos níveis. Um deles é pessoal. Devo saber que tenho direito a pensar por mim mesmo, no entanto jamais serei especialista em tudo. Ter opinião sobre tudo, portanto, torna-me um idiota, querendo ou não. Um segundo nível é público, coletivo: a educação no século 21 tem de encarar de frente o papel de registrar a capacidade da construção de argumentos, da arte do diálogo, do debate. Teremos mais gente versada e com capacidade de dialogar. Em uma esfera legal, devemos ser duros (e justos) quando a opinião extrapola seus limites ou flerta com o ilógico. Leis não podem ser feitas tendo como base a opinião de alguém sobre um assunto; uma pessoa ofendida pela opinião alheia pode exigir reparação. Ainda assim e sempre: é melhor o charabiá dos idiotas em um estado democrático de direito do que a mordaça silenciosa das ditaduras. 

Perigo - Fabrício Corsaletti

Era a primeira vez do tio Abraão no Rio de Janeiro. No aeroporto de Santa Catarina, os parentes o alertaram:
— Os taxistas lá são folgados. Seja firme. Fale grosso. Mostre quem está no comando.
Tio Abraão era enorme, usava barba comprida, camisa aberta até o umbigo. Não acreditava que corresse perigo.
Por via das dúvidas, quando chegou a hora, abriu a porta do carro, sentou atrás do motorista, puxou a porta com força e ordenou:
— Toca pro Flamengo!
O motorista respondeu um "sim, senhor" que deixou tio Abraão satisfeito, mas também com remorso - talvez tivesse exagerado.
Só algumas quadras adiante percebeu que o motorista estava tremendo e, ao menos no painel, não havia taxímetro. O motorista agora estava quase chorando. Tio Abraão fez a pergunta absurda:
— Isso não é um táxi?
Ao que o outro respondeu:
— Isso não é um assalto?

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

A cartomante - Mário Corso

Minha amiga foi taxativa: - Te imploro, não vai nesta cartomante.

Mas, rebati, você não disse que ela conta a verdade? - Sim, mas é uma verdade que não é bom saber.

Carla não era a única a me desencorajar. A irmã dela nem conseguia falar da consulta. Um mutismo desanimado lhe invadia o semblante e dali não escapava palavra. Só admitia que algo especial ocorreu.

Era uma cartomante diferente. No boato, apenas uma carta seria aberta e desta única viria a revelação sobre nossa vida. Soava disparatado e, talvez por isso, atraente. Carla me fez jurar pela saúde da minha mãe que ficaria longe da bruxa. O juramento foi fajuto. Desculpa, mãe! A curiosidade me corroeu e fui procurar a misteriosa Dona Cora.

O endereço era no fim da Protásio. Um lugar tão distante, que tive a impressão de ter saído de Porto Alegre. Encontrei o número num prédio residencial que parecia não ter sido acabado. O apartamento minúsculo era ainda mais precário. Pouca iluminação, paredes nuas e móveis velhos arrematavam o ar de desleixo do conjunto.

Esperava uma cigana de olhos verdes magnéticos e cabelos negros escorridos. Mas Dona Cora era uma senhora simples. Sabe essas tantas pessoas pelas quais passamos na rua e nem notamos? Trajava um vestido desbotado onde no passado houve um azul.

Sentou-se na minha frente e pediu que escolhesse uma carta do baralho aberto em leque em cima da mesa branca de plástico.

Retirei e virei. Veio um seis de paus.

- Você é um seis de paus.

Sim, e daí? Perguntei.

- É só isso, você é um seis de paus. Este é seu tamanho e seu lugar no mundo. Antes que a noite chegue, vai entender.

Durante essa fala, pegou nas minhas duas mãos e me olhou com força. Levei um choque. Uma parte de mim sentia-se idiota ouvindo besteiras de uma charlatã. Outra tinha medo e espanto. Paguei e saí como quem foge.

No ônibus de volta, uma sensação ruim agarrava meu peito. A frase dita soava absurda. Por que não reagi? Por que aceitei pagar? Como assim ser como uma carta de baralho? Aquela vaca é que é um seis de paus! Não eu.

Enquanto cruzava Petrópolis, uma ideia foi se formando. Veio a lembrança da minha mãe, uma costureira de pequenas causas que sofre por não conseguir ter seu próprio negócio. Depois, recordei meu pai, que levou a vida fazendo biscates. Morreu pobre até de sonhos.

Com tristeza, percebia um sentido diferente em tudo. Vislumbrei a lógica oculta no baralho. Há uma hierarquia de números e dos naipes, e um simbolismo em cada carta. A pluralidade da sociedade está nelas.

O baralho fascina por não ser uma invenção arbitrária, é um reflexo da lógica da sociedade. Os naipes são os arquétipos essenciais da condição humana. Os números revelam a intensidade de nosso talento, a força com que nos agarramos ao destino.

A cartomante me fez entender onde me encaixo no rio da existência. Meu lugar por agora é insignificante e as marcas que deixarei no mundo serão mínimas. Sou um soldado raso sem chance de glória. Um peão de um imenso tabuleiro onde quem decide o jogo são os outros.

Carla tinha razão em tentar me proteger. Não há nada mais duro do que saber sem ilusões o quanto valemos. Espero, ao menos, que essa sabedoria me ajude a trocar de carta.

E você, caro leitor: qual a sua carta?

Desafio - Pedro Gonzaga

E se eu vos propusesse um desafio?


Diga qual, clamam já os afobados. E não vos critico, é um tempo de corações ligeiros, que pulsam ou necrosam à pressão de um mero polegar. De fato, uma vez enleados pelos cipós da curiosidade, ficamos pouco dispostos a conceder mais do que algumas linhas para alguém desembuchar a provocação. Eu vos entendo: se pudesse me constranger pelo que estou fazendo, eu me constrangeria.

Mas vamos ao desafio. Trata-se de voltar a nossos artistas prediletos sem cair nas generalizações que nós mesmos criamos para domá-los, em frases como me encantam os labirintos de Borges ou a profundidade do intimismo de Clarice Lispector ou, ainda, a desumanização da burocracia em Kafka. Nada disso diz nada, nada disso guarda qualquer efeito que o contato com essas obras nos tenha provocado. Chega de generalizações, voltemos a trechos desses gigantes que possam ser guardados. A beleza do detalhe, o universo no fragmento, não a universalização oca. Não o profeta Leonard Cohen, mas sim quatro versos de A Street: "A festa acabou/ mas ainda estou de pé/ espero nesta esquina/ onde antes existia uma rua". Não as finas ironias de Machado, o bruxo do Cosme Velho e outros que tais, mas "a virtude é preguiçosa e avara, não gasta tempo nem papel, só o interesse é ativo e pródigo". E por que reduzir a poeta Wislawa Szymborska a qualquer epíteto se posso lembrar de "que me desculpe o antigo amor por tomar o novo como primeiro."

O mesmo vale para o cinema. Selecionemos uma cena para não esquecermos, depois a mostremos aos outros e a nós mesmos feito um testemunho de como essas imagens expandem o que somos, de como revelam, de um modo material, coisas que antes apenas etéreas em nós nos habitavam.

Mas se fizermos isso não pareceremos participantes de uma corrente de rede social? Que pareçamos. Desde quando o amor se aborrece com demonstrações públicas? Creio que só é realmente importante para o outro aquilo que revelo antes ser capital para mim. O resto é enxurrada de nomes, a forma mais baixa de angariar respeito de alguém. E logo vêm os adjetivos e substantivos triviais de que já falamos. Não seria melhor, em vez disso, lembrar de Michael Caine correndo um quarteirão inteiro para fingir topar casualmente numa das irmãs de Hannah? Ou lembrar de outras cenas verdadeiramente acesas quando desce o avesso das pálpebras? Eu vos desafio.

Excedente - Luis Fernando Verissimo

Os pais do Serginho não sabiam o que fazer com ele. Tinham tentado de tudo: psicologia, castigo corporal, passes, hipnose, preces esotéricas e chás tranquilizadores importados do Oriente com os quais o menino borrifava o melhor sofá da sala, quando não a cara da babá. Nada funcionava, Serginho continuava impossível. As babás se sucediam e nenhuma ficava mais de dois dias no emprego. A última tentativa fora com uma frau alemã, famosa como disciplinadora no mundo das babás, que não durara dois dias e dizem que está até hoje num asilo para recuperação da autoestima.

O pai do Serginho tomou uma decisão. Não disse nada para a mulher. Só disse que chegaria em casa com alguém que certamente conseguiria controlar o Serginho. E chegou com um senhor de aspecto respeitável, respeitáveis cabelos grisalhos e um ar, acima de tudo, de respeitável autoridade. O pai do Serginho apresentou-o à mulher:

- Este é o general Tal. - General?! - Ele vai nos ajudar a controlar o Serginho.

A conversa transcorreu normalmente. Salário não seria problema. O general aceitava ganhar o mesmo que as babás. Até menos, no caso da babá alemã, que insistia em ser paga em dólar. Tudo combinado, o general pediu para dar uma olhada "nos alojamentos". O pai do Serginho estranhou. "Alojamentos?"

- Sim. Vou me instalar aqui, eu e meus camaradas.

- Camaradas?

Naquele instante, ouviu-se a campainha da porta. A mãe do Serginho foi abrir. Eram quatro homens, todos com o mesmo aspecto respeitável do general Tal. Que os identificou, um a um. Eram todos generais. Todos aceitavam o trabalho de controlar o Serginho, por qualquer salário.

O general Tal estava sorrindo. Entendia a confusão do pai do Serginho. Era tudo uma questão de excedente mal planejado.

- Chamaram tantos generais para o novo governo, que muitos não têm o que fazer. Ficam atirados no Planalto, jogando carta, falando mal do Paulo Guedes... Assim pelo menos a gente se ocupa. Podemos cortar sua grama, fazer um churrasquinho de vez em quando, e tornar o Serginho respeitável como nós.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Escavações - Luis Fernando Verissimo

É conhecida a história dos arqueólogos que, depois de anos de escavação, descobriram o que parecia serem restos de uma civilização antiga, até então desconhecida. Estavam prestes a anunciar a descoberta que os consagraria, quando apareceu, no meio das ruínas, um paliteiro de plástico. E os arqueólogos ficaram no seguinte dilema: reconhecer que não tinham descoberto civilização desconhecida nenhuma ou revelar um fato espantoso, o de que a matéria plástica era muito mais antiga do que se supunha.
Há uma metáfora aí, em algum lugar. Seu significado talvez seja que no fim todas as sociedades são julgadas pelas suas exceções, pelos seus extremos e pelos seus detalhes, e a História e a sociologia estão sempre ameaçadas por dados incompletos.
Por exemplo: sempre se pensou que a população de Pompeia tivesse sido surpreendida pela chuva de cinzas do Vesúvio, e que a maioria morrera dormindo. Hoje se sabe que o Vesúvio entrou em erupção dias antes, tremores de terra e explosões anunciaram a catástrofe que viria e a população já abandonara a cidade condenada quando as cinzas a encobriram, para serem desencavadas anos depois.
Mas o mais impressionante em Pompeia são as estátuas dos mortos. Encheram de gesso os buracos deixados na cinza solidificada pelos cadáveres decompostos e cada espaço moldou um corpo branco, na posição em que estava na hora da sua morte.
Mas, se a maioria da população já tinha fugido das cinzas, isso significa que as tétricas estátuas brancas são de mortos excepcionais. São de céticos que duvidaram da catástrofe anunciada, curiosos que queriam ver como seria, aventureiros e megalomaníacos dispostos a desafiar a Natureza, suicidas, bêbados ou simplesmente distraídos. Enfim, são estátuas dos que ficaram.
Durante anos, todos os estudos e todas as teorias sobre Pompeia presumiram que os fantasmas conservados em gesso eram exemplos de habitantes comuns da cidade e do seu fim em comum, quando eram dos seus excêntricos. A amostragem, que incluía dos mais científicos aos mais burros, não representava a imensa gama que existia entre os dois extremos.
As novas revelações sobre o que realmente aconteceu em Pompeia naquele ano de 79 d.C. acabaram com mitos românticos, como o da suposta descoberta, sob as cinzas, de um casal abraçado, surpreendido pelas emanações do Vesúvio no ato do amor. Especulou-se muito sobre o que o casal estaria fazendo no fim, mas de uma coisa se pode ter certeza: o orgasmo, sob as cinzas ainda mornas do vulcão, foi maravilhoso.

Macho Alfa - Antonio Prata

  ilustração: Adams Carvalho Anteontem, vejam só, meu pneu furou. Todos aqueles que, como eu, estão neste rolê desde as últimas décadas do s...